Esta afirmação proferida já hà diversos anos pelo treinador futebol Jorge Jesus, está mais em voga que nunca.
Na altura foi quase crucificado por ter dito isto e ter defendido a posição de se houver um elemento da equipa adversária no chão não atirar a bola fora, para o jogo ser interrompido para assistir o referido jogador, dado que, e bem, essa é a função da equipa de arbitragem.
Eu era e continuo a ser apologista disto, e quem é meu antigo jogador sabe o que fazer, não sou hipócrita.
Fala-se de fair play, de passar os valores aos jogadores, principalmente na formação, etc…
Na maioria das vezes, as equipas que deitam a bola fora é porque estão muitas vezes a ganhar por vários, caso contrário seguem jogo…
Temos várias situações de exemplos disso, como no torneio inter-associações Sub-15, quando eu era treinador dos Sub-17 da ADCR Caxinas, assisti ao jogo AF Porto vs AF Coimbra, em que tivemos um momento do jogo com um atleta da AF Porto no chão e o treinador da AF Coimbra a berrar “segue, segue, vamos”.
Que exemplo há, quando estamos num torneio que não existem vencedores nem classificações?
Nas últimas semanas, na Liga Italiana, tanto o Inter como a Lazio ganharam os seus respectivos jogos com jogador adversáqrio no chão e não param, mesmo com tudo a “pedir” para parar…
Já ganhei jogos assim e já perdi jogos assim…
No Kuwait consideram fair play muito importante mas sofri um golo assim, com jogadores nossos a pararem e a pedir para o jogo ser parado…
Há umas semanas atrás fui ver um jogo de Sub-15 da competição da AF Porto, que definia quem ficava em 1º lugar na sua série (II divisão distrital): Retorta x EDCG. Perto do final e com o placard em 2-1 para a Retorta, um jogador fica lesionado no chão. O árbitro manda o miúdo levantar e o jogo prosegue, a EDCG recupera bola e ficam em situação de superioridade 2×1 e falham o golo… Depois miúdo é assistido e sai lesionado, quem é o principal culpado?
Atenção, estamos a falar do escalão de iniciados Sub-15!!!
Os exemplos tem de vir de cima e não vêm…
O jogo foi feito para ser jogado! A atribuição do cartão branco é uma boa iniciativa, mas lamento prefiro ganhar…
Se está nas regras que é função do árbitro, porque temos nós treinadores/atletas que parar o jogo?
Ja sei que vou ser criticado, mas não sou hipócrita!
Relativamente à situação do Taynan é totalmente diferente, invadiu o campo, merecia penalização dura! Mas, havia um jogador lesionado, a equipa do SL Benfica parou? Deveria ter parado?
Não, é uma final, siga, é para ganhar!
E Nuno Dias apenas provou do seu método, já que ele é defensor de não parar o jogo…
E talvez por isso mesmo que os atletas do SL Benfica estavam instruídos/contextualizados para seguir jogo…
Fica ao critério de cada um, mas digo isto muitas vezes: com 5×0 ou mais também já mandei deitar a bola fora, porque o objectivo “vitória” está assegurado… Agora com o resultado em disputa, segue jogo!
Existe muita hipocrisia em torno deste assunto mas, na minha ótica, o fundamental é os atletas desempenharem a sua função de “jogar”, bem como o treinador de “treinar”. O resto é da competência dos outros intervenientes.
Saudações desportivas,
André Martins
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