A Perda da Invencibilidade

A seleção nacional terminou a sua série de invencibilidade, perdendo 2-1 no último jogo do apuramento contra a Geórgia.

Podemos dizer que o resultado foi algo inesperado, principalmente tendo em conta não ter jogado com quase nenhum dos “nacionalizados”.

Ao contrário do que muitos estariam à espera deste artigo, não venho criticar o Jorge Braz, mas sim defendê-lo, apesar de ele não precisar da minha defesa para nada.

Fez algo inacreditável com nossa seleção durante os últimos anos, e agora que perdeu vem tudo criticar? Criticas dos jogadores que jogam ou não, de convocar A e nao B, de compadrios entre outras coisas…

Se não concordamos com algo, há que criticar, seja a ganhar ou a perder, porque se achamos que está errado devemos falar, não ser hipocritas, e esse é um dos grandes problemas da nossa modalidade: muita hipocrisia e muita gente que não interessa ao futsal português e sua evolução.

Jorge Braz sabe que há coisas que discordo totalmente do que faz, e falo com ele, não tenho que vir para as redes sociais criticar…

Todos somos treinadores, e penso que todos faríamos convocatórias diferentes das que faz a equipa técnica do Prof. Jorge Braz, cada um tem a sua visão… Se eu faria mesma convocatória? Claro que não, mas ele é que lida com os jogadores, ele é que tem os seus critérios para os jogadores serem chamados, e gostem ou não, os resultados falam por si…

Tem chamado jovens jogadores com muito potencial, preparando, penso eu, a renovação da seleção, acho que faz bem no meu entender, mas ser chamado já devia ser um privilégio para os jogadores, se não joga como Bernardo Paçó, não vejo onde está o problema honestamente…

Neste período que estive fora, no Kuwait, apercebi-me que sou português e que o Ronaldo abriu o mundo para nós novamente. Na questão do futsal, temos o Ricardinho, que todos conheciam ainda antes dos títulos de Portugal, e depois há dois nomes que são reconhecidos pela maioria da comunidade que aprecia futsal pelo globo fora: Jorge Braz e Nuno Dias.

São pessoas que nos abriram muitas portas por esse mundo fora, devido à sua competência mas, fundamentalmente, aos resultados que alcançaram.

Há que apoiar a seleção, e depois da competição, sim fazer a devida análise, agora temos de mudar a cultura de hoje somos bestiais e amanhã bestas…

O sucesso da seleção deve-se ao tempo que foi dado ao Jorge Braz e ao seu staff para implementar suas ideias, e os resultados estão à vista. Por isso e, apesar da perda da invencibilidade, parabéns pelo excelente trabalho que fez pelo nosso futsal, e sabe quanto o admiro, apesar de por vezes termos ideias diferentes.

André Martins

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