Quadro competitivo na formação de futsal

Um dos temas quentes deste Verão, que já foi abordado, e bem, pelo João Tiago Araújo, mas que pretendemos ainda dar mais relevo.

O nosso ano desportivo por norma costuma ter uma duração de 10 meses, de entre os quais 8 meses de período competitivo e 2 meses de fase preparatória (um mês após o final da competição, para fazer captações e constituir o plantel para a época seguinte, e outro mês na fase preparatória, vulgo “pré-época”).

Neste momento temos sensivelmente 6 meses de período competitivo, onde iremos realizar 21 jogos nos campeonatos nacionais. Fará sentido?

Legenda: A verde os meses em que existem jogos de competição. A vermelho os meses em que não há qualquer tipo de competição a decorrer.

Uma das grandes razões apontadas para os treinadores da primeira divisão não apostarem nos jovens saídos da formação a nível nacional é a falta de ritmo competitivo. As equipas do escalão superior preferem recrutar por exemplo atletas formados no Brasil, que têm muito mais unidades de treino e jogos, agora digam-me os Srs. decision makers da Federação Portuguesa de Futebol o que pretendem com esta reformulação?

No ano 2022/2023 em Juniores, com a liga unificada serão 22 jogos, é suficiente? Claro que não, precisamos de mais jogos e mais período de competição e a redução de equipas e.numero de jogos não é solução. Continuamos a caminhar pelo.caminho errado,e onde ninguém ouve os mais pequenos infelizmente… Atletas cujos clubes não se qualificarem para os playoffs estarão 6 meses parados!!! O que fazer para motivar os atletas e convencer as respectivas direções a manter o investimento nos escalões de formação, quando não há competição?

A cada dia que passa mais me sinto desiludido com quem está à frente do futsal…

André Martins

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